07 maio 2010
Roubo de redacção
Como se não bastasse, nesse mesmo dia, entregou-os ao tribunal, como apensos a uma providência cautelar que visava a não publicação das imagens de uma câmara que, para sua pouca sorte, também captou o hilariante momento.
Horas mais tarde, ironicamente, convocou a “tribo jornalística” nacional e apelidou de “irreflectido” o acto de cometera. O problema de Ricardo Rodrigues – assim se chama o infractor – é que já foi tarde para imendar aquilo que acabou por se tornar num grandessíssimo tiro no pé. Passou a ser mais afamado, mas pelos piores motivos.
Vejam só que belo exemplo nos dão aqueles que, supostamente, nos deveriam representar e que afinal… andam a cortar os tempos de antena que não lhes interessam. Claro que, como em todos os casos, não pode pagar o justo pelo pecador, não podemos meter tudo no mesmo saco.
Isto foi censura? Claro que não! Foi apenas um “acto irreflectido”. Mas, Sr. Deputado, reflicta lá agora comigo: bem vistas as coisas, até teve sorte… imagine o Sr. Deputado se a entrevista tivesse sido numa rádio: é que levar um microfone, uns auscultadores, uma mesa de mistura e um computador ainda é coisa para dar cabo das costas a uma pessoa! E nem sequer cabem no bolso!
12 março 2010
Falta de educação
Mais uma vez, foi precisa uma vítima para muita gente acordar. Desde que o Leandro resolveu pôr fim à vida que praticamente não se fala de outra coisa: bullyng para aqui, bullying para ali, como se o fenómeno só agora começasse.
E quanta hipocrisia, quanta falta de carácter. A escola Luciano Cordeiro, que durante sabe-se lá quanto tempo esteve cega, surda e muda perante o sofrimento diário, físico e psicológico, de um dos seus alunos, foi a mesma escola que, uma semana depois da tragédia, chorou lágrimas de crocodilo pela perda do Leandro. Depois, lá vem a história dos números e dos registos: "não há registos de queixa", argumentam alguns dos supostos responsáveis por aquele estabelecimento de educação - sim, de EDUCAÇÃO. E o resto... é silêncio. Ninguém fala, ninguém dá explicações, abrem-se inquéritos, vai-se atirando areia para os olhos, o tempo vai correndo, até que tudo caia no esquecimento e as coisas voltem ao anormal.
Mas quantos Leandros há ainda por conhecer? Quantas vidas mais vão ser precisas para pôr na ordem (leia-se educar verdadeiramente) um conjunto de pseudo-futuros homens mal formados, que só se sentem bem a pisar quem lhes aparece à frente? Onde está a verdadeira e digna autoridade do Professor? E a competência dos conselhos executivos, onde está? E o respeito pelos outros?
A nenhuma destas perguntas soube responder o professor que, nos últimos dias, se atirou ao rio Tejo e pôs fim, da maneira mais fácil, a horas e horas de desrespeito por parte dos seus próprios alunos, aqueles a quem tentou dar alguma educação.
Perante isto, será que tudo vai continuar na mesma? É muito provável. Mas sinceramente, muito sinceramente, esperemos que não.
18 agosto 2009
A deficiência contribui para o insucesso no amor
Centrando-me num caso como o meu, uma pessoa com deficiência visual, cego total ou com visão muito reduzida, perdem-se a olhos vistos (desculpem a metáfora) as chances de impressionar alguém. Senão vejamos: não dá para pegar no carro e levar a menina a dar uma volta; não dá para jogar todo e qualquer tipo de jogos visuais, aqueles que servem para toda a gente se divertir e passar um bom bocado; não dá para acompanhar a esmagadora maioria da linguagem visual - os gestos, os olhares, as expressões e afins; também não dá para ir ao cinema com o à-vontade de quem tem "olhos na cara"; não dá ainda para cumprir correctamente tarefas tão básicas como servir um prato de comida; muito mais coisas ficam por dizer...
E a que é que isto leva? Muito simples: a uma perda de auto-estima por parte da pessoa com deficiência; a um baixar de braços, como quem pensa que "aquela pessoa não é para mim". Na prática, a pessoa sente-se inútil e profundamente desinteressante, sentimentos legítimos, especialmente se envolverem pessoas com elevada sensibilidade ou demasiada necessidade de se sentir integrado e prestável para os outros.
É duro e custa a aceitar, mas é a pura realidade. E não há qualidades que possam colmatar todas estas lacunas. Porquê? Porque o mundo está construído para o sentido da visão. O resto são adaptações que se fazem, mas que não superam algumas das coisas mais simples da convivência humana. Digamos que nem todos jogam com as mesmas armas e, em resultado disso, quem ganha quase sempre é quem está mais "armado".
Parece que já caiu em desuso o conceito de "coitadinho", mas surgiram outros tão maus ou piores do que esse. Hoje em dia, a pessoa com deficiência é vista como uma mais-valia "porque dá jeito", ou um bom amigo "mas nunca um bom namorado", ou mesmo um trabalhador exemplar, "porque não é politicamente correcto dizer mal das pessoas" - até podem sesr péssimos, mas é mais bonito dizer-se que trabalham muito bem. Mas estava a falar do amor...
Por isso, não é de espantar que a maioria das pessoas com deficiência se junte com outras pessoas nas mesmas condições. Ao menos, não se notam tanto as diferenças. Digamos que é um mundo mais ao alcance. Desculpem o desabafo, tem alguma coisa a ver comigo.
28 julho 2009
Por favor...
Por favor, deixem-me trabalhar... eu só quero ser jornalista... ou radialista... ou comunicador...
Vá lá...
23 maio 2009
ATÉ QUE ENFIM
Meus amigos, até que enfim alguém com CORAGEM para dizer a esta senhora o quão reles é, enquanto jornalista. Manuela Moura Guedes não tem ponta por onde se lhe pegue, é uma péssima profissional e, como diz Marinho Pinto, envergonha os bons profissionais da classe - e também os há na TVI. É deplorável como, por ser esposa do Sr. Director José Eduardo Moniz, Manuela Moura Guedes continua a ocupar milhões de ecrãs por esse país fora, opinando sobre tudo e mais alguma coisa e esquecendo-se sistematicamente do que são as regras do bom jornalismo. E pensar que há por aí tanta gente com valor e no desemprego, ou atrás de uma caixa registadora... Quero mais "Marinhos Pinto" neste país.
24 dezembro 2007
É Natal!!!
É Natal, é Natal, vamos consumir!
Dizem que não há dinheiro e eu começo a rir!
Crise já não há,
Podemos gastar
Centenas de euros
Para impressionar.
Perder a cabeça
Não tem mal nenhum,
Depois em Janeiro
Ficamos em jejum.
É Natal, é Natal, vamos consumir!
Dizem que não há dinheiro e eu começo a rir!
Todos para o shopping
Numa correria
Fazer as comprinhas
Até ao último dia.
Não importa quanto,
Importa é gastar!
Mas há certas coisas
Que não se podem comprar.
(que pena…)
É Natal, é Natal, vamos consumir!
Dizem que não há dinheiro e eu começo a rir!
(Provavelmente, a maioria de vocês vai concordar com a mensagem, mas para o ano a história repete-se...)
08 setembro 2007
Livros no lixo
03 setembro 2007
Por (mais) um dia (triste)
Não é quanto baste,
Quereres saber a quem me dou
Não é quanto baste.
E dizeres «p’ra ti morri»
É um estranho contraste.
Nada mais te liga a mim,
Tu nunca me amaste.
Telefonas para saber
Como vai a vida,
E mais feres sem querer
Minha alma ferida…
E assim rola a minha dor,
Pássaro ferido
Que não esquece o teu amor
Estranho e proibido.
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Deixa-me só por um dia,
Deixa-me só por um dia,
Minha fria companhia…
Dizes ser tão actual
Ficarmos amigos,
No teu jeito natural
De enfrentar os perigos.
Sem saberes que dentro em mim
Ainda arde a chama
Que não perde o seu fulgor,
Que ainda te ama.
Deixa-me só por um dia,
Deixa-me só por um dia,
Minha fria companhia…"
27 agosto 2007
Cada vez mais aqui
Para doer aonde?
Para ser o quê?
Achas que ninguém vê?...
E p'ra quê fingir?
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Porquê mentir e remar na dor?
Achas que ninguém vê?...
Também eu queria parar...
chorar... cair...
p'ra me levantar, p'ra te puxar!
Te fazer sorrir, não voltar a cair!...
Não me olhes assim, continuo a ser quem fui!
Cada vez mais aqui...
Não dances tão longe, que eu já te vi...
Também eu queria parar... chorar... cair...
p'ra me levantar, p'ra te puxar!
Te fazer sorrir, nãovoltar a cair!..."
04 julho 2007
Trocam-se os afectos pelos números
23 setembro 2006
São coisas, senhor...
São coisas... coisas que nos fazem e que logo a seguir nos desfazem... No fundo, a vida é como uma crinça a brincar com plasticina... molda-nos como quer e bem lhe apetece, e depois, em menos de um "ai", desfaz a obra feita e volta a começar do zero, desta vez com um formato totalmente diferente. E nós, que havemos de fazer? Resistir a tudo isto? Não, claro que não. Afinal, a vida não é menos que as outras crianças, tem direito a brincar, mas claro, com moderação e sem abusar, porque tudo o que é demais...
Sabes, às vezes apetece-me escrever coisas bonitas, mas a minha alma não tem espelhos...
20 julho 2006
Ne me quitte pas
Il faut oublierTout peut s`oublier
Qui s`enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perduA savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
A coups de pourquoi
Le coeur du bonheur
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Moi je t`offrirai
Des perles de pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu`après ma mort
Pour couvrir ton corps
D`or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l`amour sera roi
Où l`amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Je t`inventerai
Des mots insensé
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants-là
Qui ont vu deux fois
Leur coeur s`embraser
Je te raconterai
L`histoire de ce roi
Mort de n`avoir pas
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
On a vu souvent
Rejaillir le feu
D`un ancien volcan
Qu`on croyait trop vieux
Il est parait-ilDes terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu`un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu`un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s`épousent-ils pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Je ne vais plus pleurer
Je ne vais plus parler
Je me cacherai là
A te regarder
Danser et sourire
Et t`écoutre
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L`ombre de ta main
L`ombre de ton chien
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas ."
02 julho 2006
A soalheira
Agora que o Verão está aí, apetece-me recordar esta...
O céu azul e o sol a brilhar,
Sem nenhuma nuvem que me possa incomodar;
Uma briza no ar, as pessoas a passar,
Uma gaivota sobre a rocha e o recuar da maré.
Uma bebida a acompanhar o belo quadro de Verão,
Queria ficar sempre assim, com o mar ao pé de mim...
O fim de tarde a acabar
Na esplanada à beira-mar...
(escrita numa bela tarde de Verão, na esplanada da Leal da Cãmara... lembras-te?)
25 abril 2006
LIBERDADE
Mas felizmente, sempre houve Homens de coragem, Homens com sonhos para realizar, sem nada a perder e com quase tudo para ganhar e para dar. Foram eles a voz e a força de quem não a tinha, a vontade de vencer e derrubar um regime asfixiante.
Hoje, 32 anos depois do "primeiro dia do resto da nossa vida", esta data, para muitos, não passa apenas de mais um feriado, um dia dedicado à inércia, principalmente para aqueles que não viveram o momento e os anos anteriores. Para outros, é um dia recordado com alegria, de uma maneira muito especial, principalmente para todos os que foram vítimas às mãos pulhas que durante décadas fizeram questão de tapar a boca de um povo. Uma coisa é certa: nos dias de hoje, melhor ou pior, somos livres, temos paz, vivemos muito, mas muito melhor do que anteriormente se vivia; e o que fazemos? Esquecemo-nos de tudo isto, passamos a vida a queixar-nos de tudo e de todos, deixamo-nos ficar no nosso cantinho, com medo de avançar e dar a cara à luta... os heróis daquele dia, pouco a pouco, vão-se afundando na escuridão da memória...
Liberdade, democracia... mais ou menos afectadas, mais ou menos distorcidas, são pedras preciosas que se devem guardar a sete chaves. Devemo-las a um conjunto de homens que, sob a identidade de MFA, nos ofereceram asas e nos abriram a porta da gaiola... uma vez do lado de fora, não há que parar. Vamos!
18 abril 2006
A TVI NÃO PRESTA
Já não me lembrava de tal cobertura de um funeral desde a morte de Amália Rodrigues, uma das maiores figuras de sempre deste "cantinho á beira-mar plantado"; e daí para cá, infelizmente, já nos deixaram algumas figuras que marcaram a nossa história nos últimos anos: estou-me a lembrar de Henrique Mendes, Fealho Gouveia, Canto e Castro e outros "nomes sonantes" na praça pública.
Considero, pois, que a TVI, mais uma vez, agiu VERGONHOSAMENTE ao realizar a referida transmissão, numa clara exploração da sensibilidade humana, com vista a segurar (ou aumentar) a sua "querida audiência", contribuindo, ao mesmo tempo, para o desgaste psicológico da família de Francisco, que vê assim exposto para todo o país o triste momento atravessam.
Haveria, certamente, outras maneiras de prestar homenagem a este jovem actor, de uma forma mais discreta e, com certeza, mais honrosa, com menos espalhafate do que aquilo que se verificou.
Por esta razão, digo, com todas as letras, sem medo de o dizer: A TVI NÃO PRESTA.
25 março 2006
Hoje escrevi-te uma carta
Falava da solidão;
Pintei-a com cores de esperança,
Fechei-a na palma da mão.
Hoje escrevi-te uma carta,
Falei-te do meu caminho;
Forrei-a com as pedras das ruas
Que fui percorrendo sozinho.
Hoje escrevi-te uma carta,
Mensagem real dos meus sonhos;
Pus lá dentro a ilusão,
Lágrimas correram por ti...
A dor de não te ter aqui,
A mágoa, o luar e o chão.
Hoje escrevi-te uma carta,
Quantas palavras serão...
Mandei-te num envelope,
Guardei-a no coração.
14 março 2006
Há ilusões que se perdem
Em dadas alturas, vinda de algum lugar, surge-nos uma luz que traz com ela uma amostra de esperança, daquelas que por vezes nos são gentilmente oferecidas na rua... e por vezes essa amostra é bem capaz de nos alimentar por vários dias, mas depois, quando acaba, lá voltamos nós para o mesmo buraco de sempre...
Hoje perdi uma ilusão, algures entre o ponto de partida e o ponto de chegada e de retorno... se alguém a encontrar, é favor contactar-me o mais breve possível, ou então, deixá-la estar onde ficou...
06 março 2006
Eu penso, logo...
Costuma dizer-se que o tempo voa... ora, as aves voam. Se o tempo voa, o tempo é uma ave!...
Ora, se as aves andam com gripe... QUEREM LÁ VER QUE O TEMPO ESTÁ CONTAMINADO??? Será por isso que muitas vezes estamos deprimidos e "psicologicamente doentes"?...
Há que ter cuidado...
26 fevereiro 2006
Vírus vírus vírus...
Mas há uma coisa que ainda ninguém parece ter descoberto, com tanta mente brilhante que há por aí... nem os grandes cientistas conseguiram lá chegar... é que há um vírus que precisa urgentemente de ser propagado, e desta vez não deve ser combatido nem previnido; é um vírus que faria bem a todos e que cada um podia ajudar a propagar... aliás, felizmente, já há pessoas contaminadas! Falo do vírus AAA: Amor, Amizade e Alegria de viver: Ele dá-nos força para lutar contra tudo o que é mau e coragem para continuar a acreditar que o mundo é possível...
Como diz o poeta, "é urgente o amor", por isso, há infectar toda a gente com este vírus, porque afinal, há coisas que se propagam muito facilmente... hoje um, amanhã dois, no dia seguinte já são quatro e... o céu é o limite!
23 fevereiro 2006
Não me sai nada!...
E eu que queria chegar aqui e fazer um texto todo bonito, quem sabe um poema!... e nada! Mas também se costuma dizer que "quem feio ama, bonito lhe parece"; ora, se eu amar o que escrevo, por mais feio que seja, vai-me parecer bonito! Bem visto, é isso mesmo!
E pronto, enquanto não me sair nenhuma obra-prima, fico assim, a amar...
